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Painel discute a indústria brasileira do aço

Em destaque, o Reintegra, o cenário atual e as perspectivas

Coordenado pelo presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, o primeiro painel do Congresso Aço Brasil teve como tema “A Indústria Brasileira do Aço – Situação atual e perspectivas” e contou com as participações de Sergio Leite de Andrade, vice-presidente do Conselho Diretor do Aço Brasil e diretor-presidente da Usiminas; André B. Gerdau Johannpeter, conselheiro do Aço Brasil e CEO da Gerdau; e Frederico Ayres Lima, conselheiro do Aço Brasil e diretor-presidente da Aperam South América.

 

O Reintegra - mecanismo de ressarcimento dos resíduos tributários da exportação - foi o tema citado por todos os participantes, importante não só para o segmento do aço como para toda a indústria de transformação. Após um panorama geral, Marco Polo de Mello Lopes destacou que foi encomendado um estudo para apresentar o impacto das mudanças no Reintegra para o setor. Segundo ele, a elevação da alíquota de 2% para 5% ocasionaria na geração de mais empregos e um ganho total para a economia de mais de 170 milhões de reais. “Nosso setor não é pessimista. Apenas estamos trazendo o que é prioritário. A indústria investiu e se modernizou e, por isso, precisamos ser priorizados pelo governo”, afirmou.

 

Marco Polo disse ainda que a indústria do aço, apesar de estar atualizada, vive atualmente a maior crise da história. “Os números retrocederam aos anos de 2005 e 2006. Perdemos uma década e nossas vendas só devem retomar ao patamar de 2013 em 15 anos”, destacou.

 

Para Frederico Lima, o Brasil tem uma base produtiva de aço para se orgulhar. “O país figura hoje no seleto grupo de produtores de inoxidáveis e elétricos.” Ele destacou ainda dados do setor de aços especiais e apresentou exemplos de utilização no dia a dia no mercado interno e externo.

 

“A indústria siderúrgica investiu, nos últimos 10 anos, 30 bilhões de dólares no setor de aços planos. Enquanto o mercado interno se recupera, o foco é a exportação”, disse o diretor-presidente da Usiminas e vice-presidente do Conselho Diretor do Aço Brasil, Sergio Leite de Andrade.

 

André Gerdau é da mesma opinião e afirmou que a única saída a curto prazo é a exportação. “Nos últimos 10 anos perdemos um terço do nosso consumo. O mercado caiu 36% e passamos a compensar na exportação”, explicou.