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Temer abre o Congresso Aço Brasil, em Brasília

Presidente considera pleito da cadeia sídero-metalúrgica e convida dirigentes para conversar sobre mudanças no Reintegra. Representantes do governo e das principais companhias do setor estão reunidos em Brasília para discutir a retomada do crescimento econômico no Congresso Aço Brasil 2017. 

 

A abertura do Congresso Aço Brasil hoje (22), em Brasília, foi marcada pela presença do Presidente da República, Michel Temer, do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco, e do ministro substituto da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge de Lima. Governo, presidentes das empresas associadas e especialistas mundiais estarão reunidos até amanhã (23) no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB) para discutir a retomada do crescimento econômico do país, que precisa de uma indústria forte e saudável.

 

Mudanças no Reitengra - um dos principais pleitos do setor – foi tema da fala de Michel Temer. Segundo o presidente, isso ainda está em discussão com a equipe econômica do governo. "A ideia inicial era eliminar os 2%, mas acabamos mantendo. Agora a intenção é ajustar, promovendo um diálogo com a área econômica, analisar se é possível fazer alguma modificação", disse, convidando os atores a sentarem à mesa para encontrar uma solução que atenda a todos.

 

O presidente reconheceu a importância estratégica da siderurgia e seu papel central para a indústria e para a economia do país: "Sempre associamos a palavra aço à ideia de força, resistência e vigor. No caso brasileiro, associamos também ao desenvolvimento econômico, inovação e criação de postos de trabalho. É uma indústria que, se for apoiada, gera empregos. É desafiadora a missão de melhorar a estrutura física do Brasil para facilitar o escoamento da produção. Espero que ao final do meu governo tenhamos retomado o crescimento"

 

O presidente do Conselho Diretor do Instituto Aço Brasil, Alexandre de Campos Lyra, explicou que a escolha de Brasília para sediar o congresso deste ano teve como objetivo a aproximação com o governo para que se possa alinhar o diálogo. Segundo ele, o grande desafio no momento é fazer com que a atividade industrial volte a crescer. “A taxa de investimentos do setor privado caiu em 2016. É preciso estimular os investimentos no país. O índice de ociosidade da indústria do aço é, atualmente, de 37% da capacidade instalada. Quase 47 mil trabalhadores foram demitidos. Precisamos quebrar o ciclo vicioso em que estamos vivendo em que, para se diminuir o déficit público, onera-se o setor privado”, destacou.

 

O ministro substituto do MDIC, Marcos Jorge de Lima ponderou que o governo brasileiro vem buscando alternativas para a questão do excesso de capacidade de produção de aço no mundo. “Estamos focados na produtividade, investimentos e desburocratização, que são esforços para tornar nossa indústria mais competitiva e para atrairmos investimentos.”

 

Logo após a abertura do Congresso, o Pesquisador e Conferencista do Espaço Ética, Clovis de Barros Filho, foi responsável pela Conferência Inovação: Conceito, Atitude e Identidade. Na oportunidade, Clovis destacou a importância fundamental da inovação, mas desde que ela esteja comprometida com a criação de uma vida melhor para todos.

 

“O novo não é necessariamente melhor que o velho. Sobretudo se não for um novo que melhore a vida de todos. Estamos vivendo no Brasil a hora da virada de página a fim de construir uma nova história. Se não temos a sociedade que gostaríamos de deixar para nossos filhos, que arregacemos as mangas para criá-la. E os grandes líderes da indústria tem a capacidade de promover isso: inovar com excelência, sustentabilidade, projetando um futuro melhor com cota igual de felicidade para todos”, destacou o professor da USP.

 

Nesta quarta (23), o Congresso Aço Brasil continua com debates sobre as tendências da Economia Brasileira, a situação atual e perspectivas do setor no país e no mundo, os fatores limitativos à competitividade no Brasil e a relação do consumo para o crescimento econômico.