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Demanda doméstica por bens de capital segue fraca

A produção de bens de capital acumula crescimento de 3,7% até julho segundo os dados divulgados ontem pelo IBGE. Além do tradicional bom desempenho da área de máquinas agrícolas, o segmento voltado para a construção registrou uma alta de 25,5% nos primeiros sete meses desse ano, o que poderia significar uma recuperação do mercado de construção.

Para a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), porém, o número não reflete uma retomada de investimentos nesse segmento no país. Embora a produção esteja aumentando, cerca de 70% a 80%, estima a entidade, é voltado para a exportação. "Boa parte das vendas ocorre por demanda de matrizes ou porque houve a definição nesses setores do Brasil como plataforma de exportação", explicou Maria Cristina Zanella, do departamento de competitividade da associação.

Para as empresas, defende, trata-se de melhora nas vendas. Mas uma retomada no investimento produtivo no país só pode ser vista no caso do aumento de produção de máquinas agrícolas, que são efetivamente vendidas para o mercado interno, e no caso dos bens para fins industriais seriados, utilizados em pequenos investimentos e substituições. "Na área de infraestrutura, onde estão os investimentos de grande porte, ainda não há retomada", disse.

Uma indicação da falta de demanda doméstica pode ser observada no desempenho do consumo aparente medido pela Abimaq, que considera vendas internas mais importações e acumula uma queda de 25,4% no ano, somando R$ 49 bilhões até julho.