• +55 21 2524-6917 | eventos@acobrasil.org.br

Após resultado positivo do 2º tri, Ibre eleva para 0,7% projeção do PIB de 2017

O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV) revisou para cima sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2017, de 0,3% para 0,7%, refletindo a surpresa positiva com o crescimento da economia no segundo trimestre. O Ibre manteve a previsão de crescimento da economia de 2,2% para 2018.

Os pesquisadores do Ibre-FGV previam queda de 0,2% da atividade econômica no segundo trimestre, em comparação aos três primeiros meses do ano, mas o crescimento foi de 0,2%. Os setores de serviços e agropecuária teriam surpreendido, segundo Silvia Matos, economista do Ibre.

"Parte da surpresa em serviços achamos que é temporária, como o efeito do FGTS no comércio mais forte do que o previamente esperado. A previsão sempre foi de recuperação gradual do consumo das famílias, mas talvez com um ritmo um pouco mais acelerado que o esperado", disse a economista, após seminário de análise conjuntural.

Abrindo a previsão pelo lado da oferta, o cenário para o PIB de serviços foi melhorado de -0,2% para -0,1% neste ano. O Ibre-FGV também passou a prever crescimento de 13% do PIB agropecuário em 2017, de uma projeção de 10%. Nesse caso, a mudança reflete o efeito de safras temporárias no segundo trimestre.

"Além disso, os dados de agropecuária são mais precários no trimestre", disse Silvia. "Por enquanto, achamos que 2018 não será ruim para agropecuária. Temos um viés otimista. Tudo que coletamos de clima, safras no mundo e Brasil não tem visão de ano que sugira reversão, após a superprodução deste ano. Seriam dois anos seguidos de agropecuária atípica", disse.

O Ibre-FGV prevê crescimento de apenas 0,1% do PIB brasileiro no terceiro trimestre deste ano, frente aos três meses anteriores, pela série com ajuste sazonal. Apesar de abaixo do registrado no primeiro trimestre (1%) e segundo trimestre (0,2%), o resultado será acompanhado de taxas positivas dispersas entre as atividades e será menos dependente da agropecuária.

Segundo cálculos da economista, o PIB do terceiro trimestre deste ano cresceria 0,9%, frente ao segundo trimestre, descontado o impacto da agropecuária, que tende a recuar na margem com a passagem do pico de colheita da safra. "Nossa preocupação ainda é o investimento, que segue bastante negativo", disse Silvia.